{"id":14573,"date":"2023-06-07T17:50:29","date_gmt":"2023-06-07T20:50:29","guid":{"rendered":"https:\/\/ocaa.org.br\/?p=14573"},"modified":"2023-06-13T17:51:31","modified_gmt":"2023-06-13T20:51:31","slug":"como-o-cacau-pode-voltar-a-ser-protagonista-na-bioeconomia-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ocaa.org.br\/en\/como-o-cacau-pode-voltar-a-ser-protagonista-na-bioeconomia-nacional\/","title":{"rendered":"Como o cacau pode voltar a ser protagonista na bioeconomia nacional"},"content":{"rendered":"<p><span data-sheets-value=\"{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;Muito tem se falado sobre como o cultivo sustent\u00e1vel de cacau pode ser um grande amigo da floresta. De fato, ele pode ser utilizado para a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, captura de carbono e melhorar a fonte de renda de agricultores. Mas, para isso, \u00e9 preciso entender como a fruta que j\u00e1 foi uma das principais produzidas no pa\u00eds caiu em decl\u00ednio nas \u00faltimas d\u00e9cadas e o que fazer para a hist\u00f3ria n\u00e3o se repetir.\\n\\nEm 1983, o Brasil era o segundo maior produtor de cacau do mundo, j\u00e1 que a Costa do Marfim ocupava o primeiro lugar neste ranking. Naquela \u00e9poca, det\u00ednhamos 25% da produ\u00e7\u00e3o mundial, com aproximadamente 80% das nossas am\u00eandoas sendo do tipo superior e a maioria destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Contudo, de l\u00e1 para c\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o mudou drasticamente. O Brasil caiu para a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o no ranking de produ\u00e7\u00e3o e, hoje, respondemos por apenas 5% da oferta mundial de cacau, com exporta\u00e7\u00f5es inferiores \u00e0s do Haiti.\\n\\nNa Amaz\u00f4nia, o quadro segue desolador: estimativas mais otimistas da produ\u00e7\u00e3o de cacau s\u00e3o menores do que a produ\u00e7\u00e3o do Peru e as exporta\u00e7\u00f5es est\u00e3o abaixo da pequena ilha de Granada. A maioria do cacau produzido no Brasil tem baixa qualidade e praticamente toda a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 consumida no mercado dom\u00e9stico. Ainda assim, o que \u00e9 produzido em solo nacional \u00e9 insuficiente para abastecer a ind\u00fastria moageira que opera no pa\u00eds. Por isso, desde 1997, grandes empresas do setor importam uma m\u00e9dia de 50 mil toneladas de cacau por ano da Indon\u00e9sia, da Costa do Marfim e de Gana para ent\u00e3o reexportar os produtos j\u00e1 processados.&quot;}\" data-sheets-userformat=\"{&quot;2&quot;:2975,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0},&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16777215},&quot;5&quot;:{&quot;1&quot;:[{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:0,&quot;5&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:13421772}},{&quot;1&quot;:0,&quot;2&quot;:0,&quot;3&quot;:3},{&quot;1&quot;:1,&quot;2&quot;:0,&quot;4&quot;:1}]},&quot;6&quot;:{&quot;1&quot;:[{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:0,&quot;5&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:13421772}},{&quot;1&quot;:0,&quot;2&quot;:0,&quot;3&quot;:3},{&quot;1&quot;:1,&quot;2&quot;:0,&quot;4&quot;:1}]},&quot;7&quot;:{&quot;1&quot;:[{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:0,&quot;5&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:13421772}},{&quot;1&quot;:0,&quot;2&quot;:0,&quot;3&quot;:3},{&quot;1&quot;:1,&quot;2&quot;:0,&quot;4&quot;:1}]},&quot;10&quot;:1,&quot;11&quot;:4,&quot;12&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:4408131}}\">Muito tem se falado sobre como o cultivo sustent\u00e1vel de cacau pode ser um grande amigo da floresta. De fato, ele pode ser utilizado para a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, captura de carbono e melhorar a fonte de renda de agricultores. Mas, para isso, \u00e9 preciso entender como a fruta que j\u00e1 foi uma das principais produzidas no pa\u00eds caiu em decl\u00ednio nas \u00faltimas d\u00e9cadas e o que fazer para a hist\u00f3ria n\u00e3o se repetir.<\/p>\n<p>Em 1983, o Brasil era o segundo maior produtor de cacau do mundo, j\u00e1 que a Costa do Marfim ocupava o primeiro lugar neste ranking. Naquela \u00e9poca, det\u00ednhamos 25% da produ\u00e7\u00e3o mundial, com aproximadamente 80% das nossas am\u00eandoas sendo do tipo superior e a maioria destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Contudo, de l\u00e1 para c\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o mudou drasticamente. O Brasil caiu para a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o no ranking de produ\u00e7\u00e3o e, hoje, respondemos por apenas 5% da oferta mundial de cacau, com exporta\u00e7\u00f5es inferiores \u00e0s do Haiti.<\/p>\n<p>Na Amaz\u00f4nia, o quadro segue desolador: estimativas mais otimistas da produ\u00e7\u00e3o de cacau s\u00e3o menores do que a produ\u00e7\u00e3o do Peru e as exporta\u00e7\u00f5es est\u00e3o abaixo da pequena ilha de Granada. A maioria do cacau produzido no Brasil tem baixa qualidade e praticamente toda a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 consumida no mercado dom\u00e9stico. Ainda assim, o que \u00e9 produzido em solo nacional \u00e9 insuficiente para abastecer a ind\u00fastria moageira que opera no pa\u00eds. Por isso, desde 1997, grandes empresas do setor importam uma m\u00e9dia de 50 mil toneladas de cacau por ano da Indon\u00e9sia, da Costa do Marfim e de Gana para ent\u00e3o reexportar os produtos j\u00e1 processados.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito tem se falado sobre como o cultivo sustent\u00e1vel de cacau pode ser um grande amigo da floresta. De fato, ele pode ser utilizado para a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, captura de carbono e melhorar a fonte de renda de agricultores. 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