{"id":12429,"date":"2021-07-29T10:17:57","date_gmt":"2021-07-29T13:17:57","guid":{"rendered":"https:\/\/ocaa.org.br\/?p=12429"},"modified":"2021-09-27T17:41:00","modified_gmt":"2021-09-27T20:41:00","slug":"interesse-crescente-da-china-em-avancar-agenda-climatica-pode-ser-oportunidade-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/interesse-crescente-da-china-em-avancar-agenda-climatica-pode-ser-oportunidade-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Interesse crescente da China em avan\u00e7ar agenda clim\u00e1tica pode ser oportunidade para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em encontro do OCAA, especialistas comentam que a pol\u00edtica clim\u00e1tica chinesa pode abrir caminhos para o Brasil em com\u00e9rcio e meio ambiente\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00faltima Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas (AGNU), em setembro de 2020, o presidente chin\u00eas Xi Jinping anunciou uma meta ambiciosa do pa\u00eds de atingir a neutralidade de carbono at\u00e9 2060. \u201cIsso foi recebido com um misto de surpresa e ceticismo\u201d, contou <\/span><b>Tatiana Prazeres<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, professora na Universidade de Neg\u00f3cios Internacionais e Economia em Pequim, durante participa\u00e7\u00e3o em encontro do Observat\u00f3rio de Com\u00e9rcio e Ambiente da Amaz\u00f4nia (OCAA), na \u00faltima quinta-feira (22\/07). \u201cA China \u00e9 o maior emissor de CO2 do mundo e todos se perguntam como o pa\u00eds vai conseguir atingir esse objetivo, j\u00e1 que vai ter uma montanha muito alta de emiss\u00f5es para reduzir em pouco tempo.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar das d\u00favidas sobre a viabilidade de concretiza\u00e7\u00e3o desse objetivo, <\/span><b>Larissa Wachholz<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, especialista em agroneg\u00f3cio Brasil-China e que tamb\u00e9m integrou o painel do OCAA, disse que a China tem um hist\u00f3rico de prometer menos do que pode alcan\u00e7ar e acaba entregando resultados superiores. \u201cNo agro brasileiro, existe uma impress\u00e3o de que os chineses n\u00e3o se preocupam com quest\u00f5es ambientais. Por um lado, h\u00e1 muito de verdade nisso. Por outro, acho que existe tamb\u00e9m uma incompreens\u00e3o do qu\u00e3o rapidamente as coisas podem se transformar nesse pa\u00eds\u201d, disse.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para elas, o compromisso p\u00fablico do gigante asi\u00e1tico em avan\u00e7ar suas pol\u00edticas clim\u00e1ticas pode ser uma grande oportunidade para o Brasil tamb\u00e9m. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o ambiental do mercado chin\u00eas tende a aumentar e podemos usar esse interesse cada vez maior a nosso favor para consolidar uma parceria com o pa\u00eds no agroneg\u00f3cio\u201d, comentou Wachholz. \u201cH\u00e1 oportunidade de mostrar que o Brasil continua sendo um parceiro que consegue entregar na quantidade demandada, atendendo aos requisitos de seguran\u00e7a alimentar, com a qualidade necess\u00e1ria e de forma sustent\u00e1vel.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/n0rqGbzR3eo\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>3S do mercado chin\u00eas<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com Wachholz, atualmente, as principais preocupa\u00e7\u00f5es do consumidor chin\u00eas em rela\u00e7\u00e3o aos produtos que importam s\u00e3o a seguran\u00e7a alimentar e a qualidade do alimento. \u00abAt\u00e9 h\u00e1 poucas d\u00e9cadas, a China teve problemas grav\u00edssimos de fome. Isso se reflete numa experi\u00eancia coletiva de se preocupar muito com esses pontos\u201d, disse. Mas a tend\u00eancia \u00e9 que a sustentabilidade ganhe cada vez mais peso com essa pol\u00edtica clim\u00e1tica do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNas nossas intera\u00e7\u00f5es com a China, percebemos que as empresas &#8211; principalmente da China Meat Association (CMA), que engloba 8 mil membros do setor privado e \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o grande da ind\u00fastria chinesa &#8211; est\u00e3o discutindo a quest\u00e3o <\/span><b>sanit\u00e1ria<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que \u00e9 grande por causa da pandemia, e a <\/span><b>seguran\u00e7a alimentar<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. E a <\/span><b>sustentabilidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> entra como um S adicional\u201d, relatou <\/span><b>Daniela Teston<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, gerente de engajamento corporativo da WWF-Brasil, que tamb\u00e9m participou do encontro do OCAA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Teston conta que, em 2017, a CMA lan\u00e7ou uma declara\u00e7\u00e3o sobre carne sustent\u00e1vel (<\/span><a href=\"https:\/\/www.wwf.org.br\/?61882\/China-Meat-Association-And-Its-64-Chinese-Company-Members-Jointly-Announce-Chinese-Sustainable-Meat-Declaration-with-WWF\"><span style=\"font-weight: 400;\">Chinese Sustainable Meat Declaration<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">), evidenciando esse direcionamento para a sustentabilidade. H\u00e1 dois meses, a associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m lan\u00e7ou o chamado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">green trade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, \u201cum tratado que traz com mais clareza essas quest\u00f5es sobre n\u00e3o-desmatamento e convers\u00e3o, necessidade de mais transpar\u00eancia e rastreabilidade na cadeia, e respeito aos direitos humanos\u201d. O <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">green trade <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">ainda n\u00e3o foi traduzido para ingl\u00eas ou portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><b>Impulsionando mudan\u00e7as positivas no agroneg\u00f3cio brasileiro<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Teston, a China representa hoje um ter\u00e7o da carne in natura exportada do Brasil, por isso o mercado chin\u00eas deve ser promotor de mudan\u00e7as no agroneg\u00f3cio brasileiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ela, um ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o custo da tecnifica\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria para atender a demanda chinesa de carne sem desmatamento, uma vez que o animal exigido \u00e9 de at\u00e9 30 meses. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio que o pecuarista empregue tecnologias de manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e de nutri\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 a realidade de toda a pecu\u00e1ria brasileira no momento, e essa transforma\u00e7\u00e3o ter\u00e1 um custo. \u201cH\u00e1 uma oportunidade e necessidade de arranjo, de suporte t\u00e9cnico, para que a gente consiga atender a demanda sem abrir novas \u00e1reas\u201d, disse. \u201cO que precisamos \u00e9 desenvolver mecanismos que consigam incorporar o produtor e chegar na ponta, pois \u00e9 l\u00e1 que a transforma\u00e7\u00e3o precisa acontecer, com a cadeia toda envolvida nisso.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Wachholz acredita que a China deve come\u00e7ar o processo de transi\u00e7\u00e3o e finan\u00e7as verdes pelo mercado dom\u00e9stico, mas que n\u00e3o deve demorar muito para influenciar o mercado internacional. \u201c\u00c9 um movimento inicial na China, mas se demorarmos para nos engajar no debate, pode ser tarde demais. A partir do momento em que as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas, existem formas de acelerar os processos. Semanalmente, vemos novos an\u00fancios nas mais diversas \u00e1reas, com metas de economia de baixo carbono\u201d, alertou. \u201cS\u00f3 vamos conseguir demonstrar avan\u00e7o, se tiver garantia de rastreabilidade dos produtos, demonstrar onde o problema est\u00e1 e quais s\u00e3o as nossas armas\u201d, concluiu Teston.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Sobre o OCAA<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O OCAA \u00e9 uma plataforma que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es qualificadas sobre as rela\u00e7\u00f5es entre com\u00e9rcio internacional e meio ambiente na Amaz\u00f4nia, estimulando o di\u00e1logo embasado na ci\u00eancia e o engajamento de diversos atores da sociedade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi idealizado por quatro organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil: Centro de Estudos de Integra\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (Cindes), Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (IPAM).<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/tinyurl.com\/s7axyus3\"><span style=\"font-weight: 400;\">Inscreva-se aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para receber as novidades do OCAA.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em encontro do OCAA, especialistas comentam que a pol\u00edtica clim\u00e1tica chinesa pode abrir caminhos para o Brasil em com\u00e9rcio e meio ambiente\u00a0 Na \u00faltima Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas (AGNU), em setembro de 2020, o presidente chin\u00eas Xi Jinping anunciou uma meta ambiciosa do pa\u00eds de atingir a neutralidade de carbono at\u00e9 2060. \u201cIsso foi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":12430,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[65,68,64,66,67],"tags":[],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"2.7.3","language":"es","enabled_languages":["br","en","es"],"languages":{"br":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"en":{"title":false,"content":false,"excerpt":false},"es":{"title":false,"content":false,"excerpt":false}}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12429"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12429"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12716,"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12429\/revisions\/12716"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12430"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}