{"id":14719,"date":"2023-07-25T18:07:05","date_gmt":"2023-07-25T21:07:05","guid":{"rendered":"https:\/\/ocaa.org.br\/?p=14719"},"modified":"2023-07-25T18:20:05","modified_gmt":"2023-07-25T21:20:05","slug":"aliancas-multissetoriais-do-agronegocio-podem-salvar-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ocaa.org.br\/es\/aliancas-multissetoriais-do-agronegocio-podem-salvar-o-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Alian\u00e7as multissetoriais do agroneg\u00f3cio podem salvar o meio ambiente?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A expans\u00e3o agropecu\u00e1ria no Brasil n\u00e3o precisa, necessariamente, ser acompanhada por devasta\u00e7\u00e3o ambiental. Formar alian\u00e7as multissetoriais pode ser a chave para que conserva\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o andem de m\u00e3os dadas. \u00c9 o que mostrou o artigo \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/chapter\/10.1007\/978-3-031-29853-0_20\"><span style=\"font-weight: 400;\">Governan\u00e7a Privada: Iniciativas Multissetoriais e Morat\u00f3rias<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, publicado, em maio deste ano, no livro \u201cDesafios de Sustentabilidade da Agricultura Brasileira\u201d. O cap\u00edtulo foi escrito por Andr\u00e9 Guimar\u00e3es, diretor executivo do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia); Paulo Moutinho, pesquisador s\u00eanior na institui\u00e7\u00e3o; e Marcelo Stabile, ex-pesquisador do instituto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No estudo, os pesquisadores fazem um levantamento hist\u00f3rico da expans\u00e3o agropecu\u00e1ria no Brasil e do avan\u00e7o na cria\u00e7\u00e3o de leis e outros mecanismos de controle do Governo Federal. Em seguida, apontam como iniciativas conjuntas de estruturas, regras e pol\u00edticas de com\u00e9rcio entre empresas nacionais e internacionais do ramo agropecu\u00e1rio podem ajudar a manter a biodiversidade de biomas como a Amaz\u00f4nia e o Cerrado, unindo for\u00e7as e conhecimento em prol de um mesmo objetivo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para falar sobre o assunto, o Observat\u00f3rio de Com\u00e9rcio e Ambiente na Amaz\u00f4nia (OCAA) entrevistou Andr\u00e9 Guimar\u00e3es, diretor executivo do IPAM, onde tamb\u00e9m atua como membro do OCAA. Guimar\u00e3es explica que esse tipo de levantamento \u00e9 um exemplo da import\u00e2ncia de se ter uma sinergia entre academia e mercado. Isso porque se, por um lado, as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa buscam atingir maior conserva\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a social, por outro, as empresas est\u00e3o sendo cada vez mais pressionadas para desenvolver solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. \u00abAs empresas est\u00e3o sentindo a necessidade de encontrar caminhos e muitas vezes est\u00e3o com dificuldades. N\u00f3s, do IPAM, estamos sempre interagindo com esse setor. Essa uni\u00e3o da ci\u00eancia, da informa\u00e7\u00e3o, com o setor produtivo, \u00e9 muito poderosa\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confira abaixo a entrevista:<\/span><i><\/i><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Andr\u00e9, no artigo s\u00e3o analisados quais tipos de iniciativas conjuntas de empresas do mercado agropecu\u00e1rio no combate ao desmatamento brasileiro e na constru\u00e7\u00e3o de uma cadeia produtiva sustent\u00e1vel?<\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tem uma mir\u00edade de diferentes f\u00f3runs em que as empresas se organizam junto ao terceiro setor e \u00e0 academia.\u00a0 Vamos pegar tr\u00eas exemplos: um f\u00f3rum mais geral de discuss\u00e3o, que \u00e9 a Coaliz\u00e3o Brasil Clima, Florestas e Agricultura, da qual o IPAM faz parte; uma a\u00e7\u00e3o contundente e concreta para reduzir o desmatamento, que \u00e9 a \u00abMorat\u00f3ria da Soja\u00bb; e a\u00e7\u00f5es mais volunt\u00e1rias para nichos de mercado, que s\u00e3o as certifica\u00e7\u00f5es de produtos, de servi\u00e7os ou de cadeias produtivas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Coaliz\u00e3o \u00e9 uma rede de mais de 50 entidades, reunindo terceiro setor, academia, setores privado e financeiro, dentre outros. Ela existe para promover discuss\u00f5es. A gente tenta aproximar os diferentes, colocar na mesa o mais radical do lado ambiental, com o mais radical do lado do agro. E, atrav\u00e9s desse di\u00e1logo, produzir manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, tentando chegar em pontos de converg\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 o GTS (Grupo de Trabalho da Soja) age de forma bem diferente. \u00c9 quem monitora o cumprimento da Morat\u00f3ria da Soja, um compromisso assinado por organiza\u00e7\u00f5es do terceiro setor e empresas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">traders<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> de gr\u00e3os para que n\u00e3o comprem soja de \u00e1reas desmatadas depois de 2008. Essa \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o bem espec\u00edfica para evitar o desmatamento e teve efeito. Se n\u00e3o tivesse a Morat\u00f3ria da Soja estar\u00edamos vendo n\u00edveis de desmatamento na Amaz\u00f4nia muito maiores do que estamos vendo hoje. Cumpriu um papel importante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Existem esfor\u00e7os &#8211; e a gente citou alguns no artigo &#8211; de certifica\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 interessante, mas atende a nichos de mercado, que s\u00e3o importantes porque atendem uma determinada parcela de consumidores e inspiram outros setores concorrentes a subirem a barra das exig\u00eancias.\u00a0<\/span><i><\/i><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Qual a rela\u00e7\u00e3o dessas iniciativas com o posicionamento do Brasil no cen\u00e1rio global?<\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto para abrir mercado l\u00e1 fora quanto para atrair capital temos que ter um bom relacionamento e boa credibilidade internacional. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds que depende da exporta\u00e7\u00e3o para manter sua balan\u00e7a comercial. E, por ser muito exposto ao mercado internacional, somos dependentes das exig\u00eancias do que os clientes querem. E o mundo est\u00e1 cada vez mais exigente. Agora, \u00e9 a <\/span><a href=\"https:\/\/ocaa.org.br\/quais-serao-os-impactos-da-lei-antidesmatamento-da-ue-no-brasil\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Uni\u00e3o Europeia que n\u00e3o quer mais comprar produtos que venham do desmatamento<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, mas amanh\u00e3 pode ser a China ou a \u00cdndia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Da mesma forma, somos um pa\u00eds com capacidade de investimento limitado, ainda em desenvolvimento. Por isso, para poder captar dinheiro l\u00e1 fora para investir aqui dentro, temos que ter credibilidade. Ent\u00e3o, uma segunda dimens\u00e3o da nossa rela\u00e7\u00e3o internacional diz respeito \u00e0 atratividade para investimentos.\u00a0<\/span><br \/>\n<i><\/i><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Como essas iniciativas contribuem para estabelecer um alto padr\u00e3o de conformidade social e ambiental?\u00a0<\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Servem para enriquecer o debate e construir solu\u00e7\u00f5es compactuadas (sejam pol\u00edticas p\u00fablicas ou compromissos). Na base de tudo isso, est\u00e1 a confian\u00e7a, a capacidade de dialogar com diversos atores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os f\u00f3runs elevam o n\u00edvel da discuss\u00e3o. Muitas vezes, as pessoas do campo (pequenos agricultores) ficam isoladas, com o contato restrito aos vizinhos e aos fornecedores de insumos. E o que a gente promove nesses f\u00f3runs &#8211; a Coaliz\u00e3o \u00e9 um exemplo disso &#8211; \u00e9 trazer os agricultores para conversar com a academia e representantes do governo para entenderem o cen\u00e1rio de como isso est\u00e1 funcionando.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o acho que haja uma grande maioria de agricultores que s\u00e3o \u00abvil\u00f5es\u00bb. S\u00e3o empreendedores que est\u00e3o na ponta, muitas vezes sem apoio nenhum e enfrentando dificuldades. Cabe a n\u00f3s cham\u00e1-los para conversar, mostrar que tem um outro jeito de prosperar, sem acabar com a natureza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses espa\u00e7os de discuss\u00e3o t\u00eam um papel fundamental de troca de informa\u00e7\u00f5es. Para n\u00f3s, que estamos nos escrit\u00f3rios, tamb\u00e9m \u00e9 importante ver de perto como \u00e9 a rotina de quem est\u00e1 na fazenda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em um outro exemplo, a Morat\u00f3ria da Soja foi boa para todos: o Greenpeace conseguiu proje\u00e7\u00e3o com a campanha; a sociedade civil se envolveu e continua se envolvendo no acompanhamento; para n\u00f3s [IPAM e outras institui\u00e7\u00f5es] tem sido um bom exerc\u00edcio na pr\u00e1tica de como funciona esse tipo de a\u00e7\u00e3o; e as <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">traders <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">ganharam visibilidade em demonstrar que est\u00e3o fazendo processos sustent\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso das certifica\u00e7\u00f5es, por mais que ainda sejam de nichos de mercado, t\u00eam o potencial de serem balizadores para o consumo do futuro. \u00c9 uma esperan\u00e7a que temos.<\/span><i><\/i><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">As certifica\u00e7\u00f5es privadas tamb\u00e9m s\u00e3o analisadas no artigo. Essas certifica\u00e7\u00f5es conseguem abranger todos os perfis de produtores, inclusive os pequenos produtores?<\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse tipo de certifica\u00e7\u00e3o\/estrat\u00e9gia de rastreabilidade custa caro. N\u00e3o \u00e9 barato ter controles. Imagina, dentro de uma pequena propriedade na Amaz\u00f4nia que tem umas 30 cabe\u00e7as de gado, seria necess\u00e1rio um n\u00edvel de controle desse gado que muitas vezes \u00e9 invi\u00e1vel para o agricultor familiar. \u00c0s vezes \u00e9 invi\u00e1vel tamb\u00e9m para o pecuarista m\u00e9dio, aquele que tem mil cabe\u00e7as de gado. Se colocar um \u00abbrinco de orelha\u00bb em cada vaca que tem, o lucro vai embora. A margem de lucro da pecu\u00e1ria \u00e9 muito pequena. Qualquer vacilo que se der o produtor pode \u00abquebrar\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma coisa trivial. N\u00e3o basta apenas o consumidor dizer que, se n\u00e3o tiver uma cadeia livre de desmatamento, n\u00e3o vai comprar. Isso pode criar dois mundos dentro do pa\u00eds: daqueles que t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de fazer essa rastreabilidade e daqueles que n\u00e3o t\u00eam dinheiro nem assist\u00eancia t\u00e9cnica para isso.<\/span><i><\/i><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pensando na corresponsabiliza\u00e7\u00e3o de pa\u00edses consumidores de commodities, como China e UE, que tipo de a\u00e7\u00f5es e medidas poderiam facilitar esse com\u00e9rcio internacional livre de desmatamento?<\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o que falo muito para os europeus: se voc\u00ea quer resolver o seu problema, crie regras de proibi\u00e7\u00e3o da compra de produtos vindos de desmatamento. Mas se voc\u00ea quiser resolver O problema em si, venha para c\u00e1 ver como funciona e, al\u00e9m de colocar a \u00abbarra\u00bb l\u00e1 em cima do que voc\u00ea compra, venha investir naqueles que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de chegar l\u00e1, trazer tecnologias mais baratas de rastreabilidade, financiar assist\u00eancia t\u00e9cnica na Amaz\u00f4nia e cr\u00e9dito subsidiado para melhorar a qualidade de produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><em><span style=\"font-weight: 400;\">Como podemos aumentar a efic\u00e1cia dessas iniciativas multissetoriais?<\/span><\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses movimentos empresariais t\u00eam que ser mais difundidos. A sociedade tem que conhecer mais, para valorizar e aplaudir aqueles que est\u00e3o fazendo a coisa certa e para cobrar aqueles que n\u00e3o est\u00e3o fazendo. Assim, tem que ter divulga\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico e abertura maior para interagir com a sociedade e melhorar essas redes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Grandes corpora\u00e7\u00f5es que lideram o mercado precisam tamb\u00e9m dar mais exemplos. As empresas brasileiras tendem a manter essas a\u00e7\u00f5es mais escondidas, mas eu acho que deveriam colocar a cara a tapa, tomar mais decis\u00f5es de coragem, ir um pouco al\u00e9m das regras.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Algumas das iniciativas destacadas no artigo partiram da press\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil como, em 2016, quando os principais varejistas brasileiros (Carrefour, Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, Walmart, entre outros) se comprometeram com o desmatamento zero ap\u00f3s a repercuss\u00e3o do estudo do Greenpeace \u00abCarne ao Molho Madeira\u00bb. Isso significa que o aumento da conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em torno de assuntos ambientais \u00e9 um fator importante para as decis\u00f5es do com\u00e9rcio agropecu\u00e1rio?<\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">awareness<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, o conhecimento, talvez seja a coisa mais importante. A capacidade da sociedade entender o que significa aquele produto que ela est\u00e1 comprando. Eu acho que a grande maioria dos consumidores (n\u00e3o s\u00f3 do Brasil) n\u00e3o t\u00eam a menor ideia do que se passa por tr\u00e1s daquele produto. Se usa trabalho escravo ou n\u00e3o, se usa \u00e1gua demais\u2026 Da mesma forma, eu acredito que o ser humano, tendo a informa\u00e7\u00e3o, vai usar na tomada de decis\u00e3o. Pode ser que em um primeiro momento n\u00e3o tenha dinheiro para pagar a mais naquele produto certificado, mas no dia que ele tiver condi\u00e7\u00f5es, j\u00e1 tendo a informa\u00e7\u00e3o, ele vai poder fazer essa escolha.<\/span><br \/>\n<i><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Quais os pap\u00e9is dos governos nessas alian\u00e7as? <\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O governo tem m\u00faltiplos pap\u00e9is. Em primeiro lugar, ele cria regras, normas, leis, portarias, regulamentos, que v\u00e3o permitir fazer algumas coisas e proibir outras. \u00c9 o Estado que define o que os cidad\u00e3os e as empresas, naquele territ\u00f3rio, podem fazer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A gente sabe que as leis, no geral, chegam depois da iniciativa privada. O processo legislativo \u00e9 lento. Mas, ao mesmo tempo, o papel do Estado tamb\u00e9m tem que ser de indutor, de dizer onde queremos estar no futuro e o que precisa para chegar l\u00e1.\u00a0<\/span><i><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Algum recado final?<\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nossa agricultura est\u00e1 diante de uma necessidade de ser revolucionada em v\u00e1rias dimens\u00f5es: a gente n\u00e3o pode mais desmatar, ela tem que produzir mais por \u00e1rea, tem que usar cada vez menos insumos, tem que usar m\u00e1quinas mais eficientes. N\u00f3s temos menos de uma d\u00e9cada para fazer a revolu\u00e7\u00e3o do fim do desmatamento. Esse \u00e9 o recado que eu gostaria de deixar.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expans\u00e3o agropecu\u00e1ria no Brasil n\u00e3o precisa, necessariamente, ser acompanhada por devasta\u00e7\u00e3o ambiental. 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